terça-feira, 8 de março de 2011

Eu te conheço tão bem
Que até entendo tuas poucas palavras
Ainda não tiraste os pés de dentro da terra
As tuas raízes ainda te prendem
As tuas matrizes ainda te perturbam

Eu te conheço tão bem
Que até adivinho tuas angústias
Ainda teimas em ser monossilábica
As tuas palavras não fluem
As tuas travas não cedem...

Eu te conheço tão bem
Que te deixei ir embora
Pra que de hora em hora
Teus olhos lembrassem de mim...

Eu te conheço tão bem que te dei a minha vida
E até hoje procuro no meu baú vazio
Onde deixaste algum pedaço de mim

Tuas poucas palavras, apesar de tão poucas ainda me fazem sorrir ! 

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